Relatório Semanal – Mercado de café no Brasil – 12 a 16 out 2020 - Atlantica

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KCNY e BRL/USD
KCZ0 teve poucas oscilações, variando entre 106.50 e 113.35, níveis levemente mais elevados que os da semana anterior. BRL/USD operou entre a mínima de 5.5209 e máxima de 5.6467. O real opera esta sexta-feira na casa dos 5.62 em relação ao dólar americano.

De acordo com a GCA, os estoques nos EUA caíram para 6.4 milhões de sacas (-5.09% ou -341k sacas). Os novos surtos de Covid-19 pelo mundo preocupam o mercado.

MERCADO INTERNO E EXTERNO
Os produtores estão pouco ávidos para novos negócios nos níveis atuais, pois estão bem vendidos e acreditam na retomada dos preços do café em virtude das condições de lavoura, clima e bienalidade negativa da próxima safra no Brasil. O fluxo de café nos armazéns gerais é alto e há pouco espaço disponível. No mercado externo, foram realizados poucos negócios e de baixos volumes.

TEMPO E CLIMA
Ao longo da semana foram registradas chuvas irregulares e dispersas e temperaturas mais amenas, elementos importantes para o pegamento da segunda florada. Entretanto, os volumes estão muito abaixo da média histórica para o mês. Houve registros de chuva de granizo em alguns locais. Há previsão de chuvas mais volumosas e regulares sobre os cafezais a partir de 25 de outubro.

REGIÕES DO CERRADO E MOGIANA
Durante esta semana conversamos com 5 produtores parceiros da Atlantica nas regiões da Mogiana e Cerrado. Os entrevistados relataram que nos últimos dias precipitou entre 5 a 15 mm de chuva, porém, em virtude do longo período de estiagem e elevadas temperaturas, o volume é insuficiente para recuperar o vigor vegetativo e desenvolvimento das lavouras.

As condições climáticas também prejudicam e atrasam os tratos culturais, como adubações e pulverizações. Há relatos de alta incidência de bicho mineiro, que causa desfolha nas plantas. Em áreas irrigadas há grande preocupação com os reservatórios d’água, que se encontram baixos.

EXPORTAÇÕES SETEMBRO – CECAFÉ
De acordo com o relatório do CECAFÉ divulgado nesta terça-feira, o Brasil registrou o maior recorde histórico para o mês de setembro nas exportações de café de todos os tipos, totalizando cerca de 3,8 milhões de sacas de 60 Kg. Foram exportadas 2,8 milhões de sacas de café arábica verde, representando 74,8 % de todo o café exportado no país.

Em relação ao mesmo período do ano anterior, houve um aumento de 8,6% no volume total exportado. A receita cambial em dólares foi de USD 458 mi (+3,6% a.a.) e R$ 2,5 bi (+35,7% a.a.), muito em virtude do elevado volume colhido e vendido da safra 20/21 e da forte desvalorização da moeda brasileira. O preço médio por saca foi de USD 120,69 (-4,6% a.a.).

LOGÍSTICA INTERNACIONAL
Durante a pandemia, a forte desvalorização do real desestimulou as importações brasileiras, reduzindo a entrada de contêineres no país e aumentando os blank sailings.

De acordo com a Datamar, cerca de 251 mil contêineres deixaram o país em agosto, enquanto apenas 172 mil chegaram. As exportações de café Brasil já sentem os impactos do desequilíbrio comercial, que segundo a CECAFÉ, poderiam ter sido entre 10 a 15% melhores se não fossem os desafios da logística internacional.

Com a entrada do elevado volume da safra de café 20/21 a ser embarcado nos próximos meses e com o real ainda no ranking das moedas mais fracas do mundo, essa situação pode se agravar ainda mais. Há relatos de que não há mais allocation para algumas rotas em 2020 com armadores de primeira linha, até para grandes agentes de carga internacionais.

Como temos comentado em nossos relatórios de mercado, neste cenário é primordial atuar com antecedência nos bookings. Reforçamos o pedido aos clientes do envio antecipado das Shipping Instructions e que se certifiquem com o armador no momento do fechamento do contrato de frete se há unidades garantidas.

Vamos continuar acreditando e investindo na cultura do café!

Fiquem bem,
Equipe Atlantica Coffee