Alta Mogiana: café que atravessa o tempo com história e qualidade | Atlantica
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Alta Mogiana: café que atravessa o tempo com história e qualidade

por ago 10, 2022Fine Cup0 Comentários

Tradicional e em constante inovação, assim pode ser definida a região da Alta Mogiana. Localizada na divisa entre os estados de Minas Gerais e São Paulo, o cultivo na região foi iniciado há cerca de 200 anos e conta com municípios dos dois estados, sendo oito municípios mineiros e quinze paulistas, os quais compõem um terroir privilegiado pela altitude média, que varia entre 800 a 1000 metros, bem como pelo clima tropical com média de 21° graus no verão e 17° no inverno. Tudo isso contribui para a produção de café arábica neste território que tem história, tradição e muita paixão pela cafeicultura. 

Como tudo começou 

A região cafeicultora de Alta Mogiana teve o início da sua história na década de 1880 e seu desenvolvimento está ligado à movimentação da linha férrea que partia da cidade de Campinas, em São Paulo, e percorria municípios no interior do mesmo estado e de Minas Gerais, favorecendo o escoamento da produção e fluxo do transporte. O nome é derivado de uma classificação de distância de três regiões, sendo: Baixa, Média e Alta Mogiana.  

Com a inauguração da Estação de Franca, houve a possibilidade de escoamento da produção. A ferrovia trouxe mobilidade urbana e favoreceu o crescimento agrícola, sobretudo da cafeicultura, que se consolidou como principal atividade econômica. 

Nesta época, houve o aumento da população de imigrantes, principalmente italianos, acompanhado por um desenvolvimento vertiginoso da produção de café. Concentrada na mão de grandes fazendeiros, a terra era usada em uma parceria entre os produtores e os imigrantes, sendo algo rentável e fator que fez da região um polo na cafeicultura.   

Como é a Alta Mogiana hoje 

Localizada na porção sudoeste de São Paulo e à 400 quilômetros da capital mineira, os municípios da Alta Mogiana como Claraval, Capetinga, Cássia, Ibiraci, Itamogi, Sacramento, São Sebastião do Paraíso e São Tomás de Aquino têm produzido grãos que superam os 85 pontos nas provas de classificação da Associação Brasileira de Cafés Especiais.  

As propriedades são, em sua maioria, de pequeno porte, no entanto mostram-se alinhadas à modernidade e à tecnologia, com uso de infraestrutura de alta qualidade e busca constante por profissionalização.  

As rodovias são um dos pontos de destaque, pois, se antes eram as ferrovias as responsáveis pelo transporte da produção, hoje as estradas pavimentadas em excelente estado de conservação levam o ouro verde produzido na Alta Mogiana para diversos destinos do Brasil. 

Indicação de Procedência resguarda a história e a produção 

A busca constante por qualidade dos cafés somada aos fatores históricos e geográficos da região motivaram os produtores e toda a cadeia a se organizarem para alcançarem a Indicação de Procedência da região. 

Desta forma, os cafés produzidos no território da Alta Mogiana são protegidos e têm sua origem identificada como uma produção única em um terroir que possui história, tradição e práticas de produção genuinamente próprias. 

Ao se organizarem, a cadeia produtiva do café fundou a Alta Mogiana Specialty Coffee (AMSC), um órgão que orienta e auxilia os produtores de café especial sobre qualidade dos grãos e boas práticas na propriedade, bem como cuida da proteção da identidade dos cafés especiais produzidos ali, os quais se caracterizam por aroma e sabor marcantes. 

De modo geral, a região como um todo é mercada pela produção de excelentes cafés, desde linhas comerciais até especiais.  

A região que teve a ferrovia como o início de sua história na cafeicultura, escreve, a cada safra, um novo capítulo de progresso e destaque na cafeicultura com reconhecimento nacional e internacional.