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Café 100% Arábica Região das Matas de Minas | Como se consolidou no ramo

Café 100% Arábica Região das Matas de Minas | Como se consolidou no ramo

A Região das Matas de Minas, grande produtora de café arábica é marcada pela predominância de produtores familiares, onde a agricultura é vista como algo transformador e capaz de trazer grandes melhorias para uma região. 

 

Embora há muitos anos atrás a região fosse conhecida como Zona da Mata e produtora de qualidade riada e rio, hoje a região vive uma realidade bem diferente e promissora.  Graças a implementação de processos pós colheita adaptados à região úmida, atualmente as Matas de Minas tem liderado os principais concursos de qualidade de café do Brasil e do mundo.

 

A criação de concursos de qualidade de café criados na região, foi um importante passo para tamanha evolução, apoiado pela EMATER/MG (Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Minas Gerais), que fica na cidade de Manhuaçu.

 

A história da produção de Café 100% Arábica nesta região aconteceu depois de um trabalho intenso de diversas entidades para ajudar a população local a se profissionalizar e melhorar as técnicas de cultivo e preparação do café.  Tudo começou com a criação do Concurso de Qualidade do Café das Matas de Minas Gerais, promovido pela entidade, que através de muita dedicação e aprendizado, conseguiu consolidar e tornar-se um dos melhores cafés brasileiros do mundo.

 

Mas não parou por aí, a Região de Matas de Minas ficou conhecida ainda em ser uma das primeiras a focar na produção de café arábica de maneira socialmente justa e ambientalmente correta.

 

Para isso, reuniram um conjunto de fatores essenciais que contribuíssem para a máxima qualidade do café, tais como: incidência de luz, colheita seletiva de grãos maduros, o uso de água tratada na lavagem e no descascador de cereja, o bom manejo da secagem em terreiro e o descanso do café em pergaminho.

 

Ao colocá-los todos em práticas, garantiram a produção de bebidas uma alta qualidade com nuances de aroma e sabores ricos. 

 

Hoje, os cafeicultores da região das Matas de Minas estão entre os finalistas dos principais concursos de cafés especiais e exportam para países como Japão, Europa e Estados Unidos. Dentre as cidades produtoras da região estão Manhuaçu, Ervália, Caparaó, Caratinga, Alto Jequitibá, Alto Caparaó, Araponga e Viçosa.  São cultivadas diferentes variedades de café 100% arábica na Região das Matas de Minas, entre eles estão o Catuaí e Mundo Novo. Sua produção corresponde cerca de 12% da produção brasileira e 22% da produção mineira.

 

A região de Matas de Minas: mundialmente conhecida pela produção de cafés especiais

 

A região conta com 36 mil produtores e uma área de 269 mil hectares, produzindo em média cerca de 6,1 milhões de sacas no total. Composta por 63 municípios, está situada em uma área da Mata Atlântica no leste do Estado de Minas Gerais. 

 

Caracterizada por uma produção de café arábica artesanal, a agricultura familiar e colheita manual são características que predominam, resultando no impacto econômico e social. Além disso, a região é conhecida por ser pioneira na qualidade artesanal, que se refere ao trabalho manual em conjunto com técnicas desenvolvidas pelos produtores, garantindo assim grãos de café verde de alta qualidade. 

 

As lavouras de café situadas na Região das Matas de Minas de cafés 100% arábica são cultivadas em áreas montanhosas e irregulares, com altitudes a partir de 600 metros. O clima ameno com o auxílio de tecnologias de pós colheita para os processos artesanais resultam em cafés de excelente qualidade unida a uma diversidade de sabores e nuances.

 

A região é ainda regulamentada pelo Conselho das Entidades do Café das Matas de Minas, uma organização sem fins lucrativos, de caráter representativo, científico, educacional e cultural. Ela é formada por membros e parcerias voltadas ao desenvolvimento de cafeicultores que compõem a região toda.

 

Atributos e Características do Café 100% Arábica da Região das Matas de Minas

 

As principais características dos cafés arábica de bebida fina cultivados na região são: corpo médio a encorpado, acidez média, doçura alta, com aroma achocolatado e sabor cítrico. Ainda, a região da Zona da Mata/Matas de Minas, é importante produtora de café natural de bebida Rio que apresenta um sabor marcante e faz parte da cultura e tradição em muitos países, especialmente no Leste Europeu, Argentina e Oriente Médio.

 

Tudo isso graças a localização da região das Matas de Minas, onde o clima tropical é bem próximo ao paralelo limite da Zona Intertropical, tornando-se comum a ocorrência de ampla variação entre as temperaturas média máxima e média mínima ao longo do ano.  Devido ao seu relevo acidentado, essa região também apresenta ampla variação da temperatura do ar ao longo do dia, principalmente na estação do inverno, devido à passagem das massas de ar polares sobre a região. 

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SUSTENTABILIDADE



O Brasil é líder mundial de produção e exportação de café. Além da busca pelo aumento da produtividade, é crescente o esforço dos produtores para a produção de cafés de qualidade e a satisfação dos critérios ambientais, sociais e econômicos do mundo todo.

Através das certificações, os cafeicultores se adequam às boas práticas agrícolas, ambientais, sociais, de segurança alimentar e permitem a rastreabilidade dos grãos.

A Atlantica Coffee está junto nessa caminhada, através dos grupos de certificação que trazem muitas vantagens ao cafeicultor que se adequa para as certificações, caminhando juntos para um objetivo em comum.

Trabalhamos com certificados e programas como:

UTZ
Rainforest Alliance
C.A.F.E Practices – Starbucks
4C
Certifica Minas

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A Rainforest Alliance é uma organização não governamental que trabalha para conservar a biodiversidade e garantir meios de vida sustentável, influenciando nas práticas de uso da terra, nas comerciais e no consumo.

Essa organização confere um certificado ou selo de garantia, que identifica o produto como produzido com responsabilidade.

Para isso, foi desenvolvido um sistema de Certificação de Cadeia de Custódia (CoC) que estabelece critérios para as auditorias nas empresas que adquirirem produtos de fazendas certificadas pela Rainfores Alliance

A CoC consiste no processo de rastreamento de um produto desde sua origem numa fazenda certificada até o consumidor final, passando por todos os estágios intermediários de fabricação, transporte, comercialização e armazenagem, garantindo que a declarações de sustentabilidade sejam comprovadas.

Os serviços de auditoria e certificação da Rainforest Alliance são gerenciados e implementados dentro de sua unidade de negócios RA-Cert, uma certificadora autorizada que realiza auditorias nos Padrões de Agricultura Sustentáveis ​​da Rainforest Alliance.

Sendo assim, as fazendas e empresas certificadas passam a usar o selo do sapo verde Rainforest Alliance Certified.

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A Associação Brasileira de Cafés Especiais – BSCA, em inglês – Brazilian Specialty Coffee Association é uma certificação que tem como principal função difundir e estimular o aprimoramento técnico na produção, comercialização e industrialização dos Cafés Especiais.

A ideia é elevar os padrões brasileiros de excelência, oferecidos aos mercados interno e externo.

O órgão entende por Cafés Especiais os grãos isentos de impurezas e defeitos, com atributos sensoriais diferenciados. Eles incluem a bebida ser limpa e doce, com corpo e acidez equilibrados.

Além dessas qualidades, os Cafés Especiais devem ter rastreabilidade certificada e respeitar critérios de sustentabilidade ambiental, econômica e social em todas as etapas de sua produção.

A BSC é a única instituição brasileira a certificar lotes que podem ser monitorados por meio de selos de controle de qualidade de Cafés Especiais.

Em 1998, em parceria com a Alliance for Coffee Excellence (ACE), a BSC criou o Concurso de Qualidade Cafés do Brasil – Cup of Excellence. Esse concurso possibilita os produtores a vender seus cafés, via leilão pela internet, a preços mais bem valorizados em relação aos dos mercados convencionais.

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A certificação UTZ (UTZ Certified) é um selo que atesta a agricultura sustentável, presente em aproximadamente 10 mil pacotes de produtos diferentes em mais de 116 países.

Essa certificação garante aos consumidores a preocupação com a sustentabilidade de toda cadeia envolvida em levar o produto à sua mesa.

Para obter a certificação, todos os fornecedores da UTZ devem seguir seu Código de Conduta.

Nesse documento, são oferececidas orientações especializadas sobre melhores métodos de cultivo, condições de trabalho e cuidados com a natureza.

A partir de 2014, a UTZ Certified tornou-se o maior programa de cultivo sustentável de café e cacau no mundo. Esse programa abrange certificação de café, cacau, chá e avelãs.

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O Certifica Minas tem como principal objetivo ampliar a inserção competitiva da produção agropecuária mineira em relação aos mercados nacionais e internacionais.

Seu foco é superar as restrições relacionadas à preservação de plantas e animais, também conhecidas como normas zoofitossanitária.

O órgão atua na rede de desenvolvimento rural, com a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Minas Gerais (Emater-MG), como responsável pelo Programa.

Essa certificação identifica nas propriedades produtoras de café a necessidade de manutenção e melhoria efetiva da qualidade, de modo a valorizar os cafés mineiros, visando novos mercados, geração de empregos, aprimoramento no atendimento, manejo adequado do solo, entre outras exigências.

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A certificação 4C consiste não só na aplicação dos altos padrões do café, mas também sobre as condições econômicas, sociais e ambientais condizentes na produção e processamento desses grãos, estabelecendo assim cadeias de fornecimento sustentáveis mais seguras e confiáveis.

O café é considerado compatível com 4C quando produzido de acordo com o Código de Conduta desse sistema de certificação para café sustentável, que estabelece um conjunto de práticas e princípios básicos de sustentabilidade para o cultivo dos grãos verdes.

A conformidade pode ser demonstrada pelo Sistema de Certificação e dos Certificados 4C, que são posteriormente emitidas. Os cafés 4C são produzidos em 28 países por mais de 500.000 agricultores.

www.4C-services.org

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