Notícias

Qualidade do café verde | Consistência em qualidade

Qualidade do café verde | Consistência em qualidade

O setor cafeeiro está sendo cada vez mais valorizado, o que resulta em um consumidor mais exigente e rigoroso, capaz de notar a verdadeira qualidade do café verde com alto valor agregado.

 

A exportadora de café Atlantica Coffee tem grande compromisso com a consistência em qualidade. Para nós,  ser capaz de entender quais são as características sensoriais que cada indústria no mundo busca, originar  e selecionar grãos que atendam à estas características, armazená-los e transportá-los seguindo critérios rígidos de preservação dos atributos, se traduzem na habilidade de entregar o café brasileiro com consistência em qualidade.

 

Diante de tal importância, abordamos nesse artigo quais são os padrões de qualidade do café verde e como os produtores podem adotá-los. Confira!

 

Classificações de qualidade do café verde

 

A qualidade do café verde pode ser definida por meio de um conjunto de características físicas, químicas, sensoriais e de segurança que atendem os padrões sensoriais dos diversos tipos de consumidores.

 

A qualidade do grão é determinada não só geneticamente, mas também pelos tratos culturais, época de colheita, pós colheita, preparo, armazenamento, cuidados no transporte e torra.

 

No Brasil, a classificação do café verde quanto à qualidade é feita por duas maneiras: 

 

1) contagem de grãos defeituosos, pretos, ardidos, verdes, pretos-verdes, brocados, quebrados e mal granados e presença de impurezas como cascas, gravetos e torrões de terra. Dessa avaliação, resulta a classificação do café em tipos que vão de 2 a 8, sendo o tipo 4 considerado como padrão ou base;
2) descrição de atributos relacionados com a qualidade, como tamanho, uniformidade da seca, coloração do grão cru e torrado, destacando-se a prova de xícara, realizada por degustadores experientes. A prova de xícara resulta em classificação do paladar da bebida em estritamente mole, mole, apenas mole, duro, riado, rio e rio zona.

Por fim, na exportação de cafés comerciais e finos, a avaliação do café verde é feita pela classificação física dos grãos e a caracterização sensorial da bebida de café pela prova de xícara que emprega técnicas sensoriais descritivas e quantitativas.Provadores experientes conseguem inferir na avaliação qual a região de origem, espécie do café, forma de processamento e secagem, tempo de armazenamento e formar a composição de blends adequados para cada destino.

 

Qualidade no cultivo e processamento

 

Para se ter uma boa produção de cafés verdes é preciso ter um planejamento que envolve desde o preparo do solo até o processamento pós-colheita. 

 

Planejamento pré-colheita

 

Considerando que a qualidade do café verde pode ser influenciada por fatores genéticos, ambientais e tecnológicos, é essencial fazer o mapeamento das lavouras conforme o tipo de solo, localização dos talhões, face de exposição, altitude, uniformidade de maturação, manejo e histórico de cultivo.

 

Essas práticas contribuem para a rastreabilidade da qualidade do café verde na propriedade, permitindo ainda a separação de lotes com diferentes níveis.

 

Através de todas essas informações será possível ter uma estimativa da quantidade de café verde que deve ser colhida e processada diariamente.

 

Atente-se ao processo de maturação

A maturação dos frutos é um processo que requer atenção, por ser considerado um dos principais fatores que determinam a máxima qualidade do café.

 

Diante disso, a colheita de frutos em diferentes estados de maturação interfere negativamente na qualidade do café, tanto pelo efeito direto na composição química dos grãos, como pelo efeito indireto da ação de microrganismos no período em que o café permanece exposto às condições climáticas adversas até o início do processamento.

 

Quando há desigualdade na maturação nos frutos colhidos, os teores de água são distintos, o que proporciona uma secagem desigual, pois os frutos mais secos (passas e secos) tendem a ficar excessivamente secos, enquanto que os mais úmidos (cerejas e verdes) ficam mal secos, afetando a qualidade do café, causando perda de peso e quebra de grãos e, ao mesmo tempo, prejudicando a bebida.

 

De forma resumida, é válido ressaltar que os melhores cafés são considerados aqueles obtidos a partir do processamento de frutos completamente maduros (cereja). 

 

E qualquer condição ambiental adversa, que possa causar estresse às plantas, a ponto de interferir no ciclo normal de maturação dos frutos, é capaz de impedir a manifestação do potencial pleno de qualidade de bebida. 

 

Planejamento para a pós-colheita

Para desenvolver um cronograma de atividades, é fundamental conhecer previamente o potencial produtivo das lavouras, bem como a capacidade operacional efetiva de terreiros, lavadores-separadores, descascadores e secadores, disponibilidade de mão de obra e/ou equipamentos para a colheita, assim como o período efetivo de colheita. 

 

Após colhido, para evitar-se a perda de qualidade, os grãos precisam ser submetidos ao processamento e/ou secagem no mesmo dia da colheita, de maneira que o café colhido seja compatível com a capacidade operacional das estruturas de processamento e secagem, evitando assim a sobrecarga do fluxo de café.

Formulário

para o produtor

Clique aqui

Formulário

para o cliente

Clique aqui

SUSTENTABILIDADE



O Brasil é líder mundial de produção e exportação de café. Além da busca pelo aumento da produtividade, é crescente o esforço dos produtores para a produção de cafés de qualidade e a satisfação dos critérios ambientais, sociais e econômicos do mundo todo.

Através das certificações, os cafeicultores se adequam às boas práticas agrícolas, ambientais, sociais, de segurança alimentar e permitem a rastreabilidade dos grãos.

A Atlantica Coffee está junto nessa caminhada, através dos grupos de certificação que trazem muitas vantagens ao cafeicultor que se adequa para as certificações, caminhando juntos para um objetivo em comum.

Trabalhamos com certificados e programas como:

UTZ
Rainforest Alliance
C.A.F.E Practices – Starbucks
4C
Certifica Minas

X

A Rainforest Alliance é uma organização não governamental que trabalha para conservar a biodiversidade e garantir meios de vida sustentável, influenciando nas práticas de uso da terra, nas comerciais e no consumo.

Essa organização confere um certificado ou selo de garantia, que identifica o produto como produzido com responsabilidade.

Para isso, foi desenvolvido um sistema de Certificação de Cadeia de Custódia (CoC) que estabelece critérios para as auditorias nas empresas que adquirirem produtos de fazendas certificadas pela Rainfores Alliance

A CoC consiste no processo de rastreamento de um produto desde sua origem numa fazenda certificada até o consumidor final, passando por todos os estágios intermediários de fabricação, transporte, comercialização e armazenagem, garantindo que a declarações de sustentabilidade sejam comprovadas.

Os serviços de auditoria e certificação da Rainforest Alliance são gerenciados e implementados dentro de sua unidade de negócios RA-Cert, uma certificadora autorizada que realiza auditorias nos Padrões de Agricultura Sustentáveis ​​da Rainforest Alliance.

Sendo assim, as fazendas e empresas certificadas passam a usar o selo do sapo verde Rainforest Alliance Certified.

X

A Associação Brasileira de Cafés Especiais – BSCA, em inglês – Brazilian Specialty Coffee Association é uma certificação que tem como principal função difundir e estimular o aprimoramento técnico na produção, comercialização e industrialização dos Cafés Especiais.

A ideia é elevar os padrões brasileiros de excelência, oferecidos aos mercados interno e externo.

O órgão entende por Cafés Especiais os grãos isentos de impurezas e defeitos, com atributos sensoriais diferenciados. Eles incluem a bebida ser limpa e doce, com corpo e acidez equilibrados.

Além dessas qualidades, os Cafés Especiais devem ter rastreabilidade certificada e respeitar critérios de sustentabilidade ambiental, econômica e social em todas as etapas de sua produção.

A BSC é a única instituição brasileira a certificar lotes que podem ser monitorados por meio de selos de controle de qualidade de Cafés Especiais.

Em 1998, em parceria com a Alliance for Coffee Excellence (ACE), a BSC criou o Concurso de Qualidade Cafés do Brasil – Cup of Excellence. Esse concurso possibilita os produtores a vender seus cafés, via leilão pela internet, a preços mais bem valorizados em relação aos dos mercados convencionais.

X

A certificação UTZ (UTZ Certified) é um selo que atesta a agricultura sustentável, presente em aproximadamente 10 mil pacotes de produtos diferentes em mais de 116 países.

Essa certificação garante aos consumidores a preocupação com a sustentabilidade de toda cadeia envolvida em levar o produto à sua mesa.

Para obter a certificação, todos os fornecedores da UTZ devem seguir seu Código de Conduta.

Nesse documento, são oferececidas orientações especializadas sobre melhores métodos de cultivo, condições de trabalho e cuidados com a natureza.

A partir de 2014, a UTZ Certified tornou-se o maior programa de cultivo sustentável de café e cacau no mundo. Esse programa abrange certificação de café, cacau, chá e avelãs.

X

O Certifica Minas tem como principal objetivo ampliar a inserção competitiva da produção agropecuária mineira em relação aos mercados nacionais e internacionais.

Seu foco é superar as restrições relacionadas à preservação de plantas e animais, também conhecidas como normas zoofitossanitária.

O órgão atua na rede de desenvolvimento rural, com a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Minas Gerais (Emater-MG), como responsável pelo Programa.

Essa certificação identifica nas propriedades produtoras de café a necessidade de manutenção e melhoria efetiva da qualidade, de modo a valorizar os cafés mineiros, visando novos mercados, geração de empregos, aprimoramento no atendimento, manejo adequado do solo, entre outras exigências.

X

A certificação 4C consiste não só na aplicação dos altos padrões do café, mas também sobre as condições econômicas, sociais e ambientais condizentes na produção e processamento desses grãos, estabelecendo assim cadeias de fornecimento sustentáveis mais seguras e confiáveis.

O café é considerado compatível com 4C quando produzido de acordo com o Código de Conduta desse sistema de certificação para café sustentável, que estabelece um conjunto de práticas e princípios básicos de sustentabilidade para o cultivo dos grãos verdes.

A conformidade pode ser demonstrada pelo Sistema de Certificação e dos Certificados 4C, que são posteriormente emitidas. Os cafés 4C são produzidos em 28 países por mais de 500.000 agricultores.

www.4C-services.org

Siga-nos no Instagram

@atlanticacoffeebrasil