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Relatório de Mercado de café no Brasil

Relatório de Mercado de café no Brasil

Estimados parceiros,

 

Ao longo desta semana, os contratos de arábica NY seguiram em queda, mas a desvalorização do real deu suporte aos preços de café no mercado interno, ajudando a manter o volume de negócios com os produtores e as exportações de café.

 

No cenário local, o agronegócio continua sendo o setor mais dinâmico e positivo da economia brasileira. Segundo o boletim divulgado pelo MAPA em 10 de junho, as exportações do agronegócio brasileiro bateram recorde em maio, sendo negociados cerca de USD 11 bi em commodities (+17,9%), representando cerca de 61% do total exportado pelo país. O café foi o 5º produto da lista (4,7% de participação) e movimentou na economia brasileira USD 468 milhões (+20,4%), atrás apenas da soja,  carnes, produtos florestais e complexo sucroalcoleiro.

 

As tensões políticas brasileiras instigam cautela, mas o maior destaque por aqui foi a oitava redução consecutiva na taxa básica de juros, a Selic, que passou de 3.0% para 2.25%, o menor piso histórico. No exterior, o temor de uma segunda onda da pandemia com o aumento de casos de Covid-19 na China e EUA, movimentou as bolsas mundiais, afetando as moedas dos países emergentes, o que inclui o Brasil.

 

O bom andamento da nova safra de oferta recorde no Brasil é uma das razões dos preços baixistas de KCNY. Ao longo da semana foram ofertados cafés com 30-35% de catação, porcentagem menor do que nas semanas anteriores, além de apresentarem boa qualidade de bebida, boa seca e bom aspecto.

 

A um dia do inverno, as previsões de tempo seco e ensolarado na maioria das regiões produtoras favorecem o avanço da colheita e boa secagem dos cafés. Estamos em meados de junho e a colheita também já iniciou nas regiões mais altas, como em Alto Caparaó na região das Matas de Minas, com exceção de algumas microrregiões mais altas e frias que começarão a colher apenas em julho. A safra remanescente 19/20 está escassa, mas ainda gerando bons negócios.

 

Vamos continuar acreditando e investindo na cultura do café para que possamos seguir em frente!

Fiquem bem!
Equipe Atlantica Coffee

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SUSTENTABILIDADE



O Brasil é líder mundial de produção e exportação de café. Além da busca pelo aumento da produtividade, é crescente o esforço dos produtores para a produção de cafés de qualidade e a satisfação dos critérios ambientais, sociais e econômicos do mundo todo.

Através das certificações, os cafeicultores se adequam às boas práticas agrícolas, ambientais, sociais, de segurança alimentar e permitem a rastreabilidade dos grãos.

A Atlantica Coffee está junto nessa caminhada, através dos grupos de certificação que trazem muitas vantagens ao cafeicultor que se adequa para as certificações, caminhando juntos para um objetivo em comum.

Trabalhamos com certificados e programas como:

UTZ
Rainforest Alliance
C.A.F.E Practices – Starbucks
4C
Certifica Minas

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A Rainforest Alliance é uma organização não governamental que trabalha para conservar a biodiversidade e garantir meios de vida sustentável, influenciando nas práticas de uso da terra, nas comerciais e no consumo.

Essa organização confere um certificado ou selo de garantia, que identifica o produto como produzido com responsabilidade.

Para isso, foi desenvolvido um sistema de Certificação de Cadeia de Custódia (CoC) que estabelece critérios para as auditorias nas empresas que adquirirem produtos de fazendas certificadas pela Rainfores Alliance

A CoC consiste no processo de rastreamento de um produto desde sua origem numa fazenda certificada até o consumidor final, passando por todos os estágios intermediários de fabricação, transporte, comercialização e armazenagem, garantindo que a declarações de sustentabilidade sejam comprovadas.

Os serviços de auditoria e certificação da Rainforest Alliance são gerenciados e implementados dentro de sua unidade de negócios RA-Cert, uma certificadora autorizada que realiza auditorias nos Padrões de Agricultura Sustentáveis ​​da Rainforest Alliance.

Sendo assim, as fazendas e empresas certificadas passam a usar o selo do sapo verde Rainforest Alliance Certified.

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A Associação Brasileira de Cafés Especiais – BSCA, em inglês – Brazilian Specialty Coffee Association é uma certificação que tem como principal função difundir e estimular o aprimoramento técnico na produção, comercialização e industrialização dos Cafés Especiais.

A ideia é elevar os padrões brasileiros de excelência, oferecidos aos mercados interno e externo.

O órgão entende por Cafés Especiais os grãos isentos de impurezas e defeitos, com atributos sensoriais diferenciados. Eles incluem a bebida ser limpa e doce, com corpo e acidez equilibrados.

Além dessas qualidades, os Cafés Especiais devem ter rastreabilidade certificada e respeitar critérios de sustentabilidade ambiental, econômica e social em todas as etapas de sua produção.

A BSC é a única instituição brasileira a certificar lotes que podem ser monitorados por meio de selos de controle de qualidade de Cafés Especiais.

Em 1998, em parceria com a Alliance for Coffee Excellence (ACE), a BSC criou o Concurso de Qualidade Cafés do Brasil – Cup of Excellence. Esse concurso possibilita os produtores a vender seus cafés, via leilão pela internet, a preços mais bem valorizados em relação aos dos mercados convencionais.

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A certificação UTZ (UTZ Certified) é um selo que atesta a agricultura sustentável, presente em aproximadamente 10 mil pacotes de produtos diferentes em mais de 116 países.

Essa certificação garante aos consumidores a preocupação com a sustentabilidade de toda cadeia envolvida em levar o produto à sua mesa.

Para obter a certificação, todos os fornecedores da UTZ devem seguir seu Código de Conduta.

Nesse documento, são oferececidas orientações especializadas sobre melhores métodos de cultivo, condições de trabalho e cuidados com a natureza.

A partir de 2014, a UTZ Certified tornou-se o maior programa de cultivo sustentável de café e cacau no mundo. Esse programa abrange certificação de café, cacau, chá e avelãs.

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O Certifica Minas tem como principal objetivo ampliar a inserção competitiva da produção agropecuária mineira em relação aos mercados nacionais e internacionais.

Seu foco é superar as restrições relacionadas à preservação de plantas e animais, também conhecidas como normas zoofitossanitária.

O órgão atua na rede de desenvolvimento rural, com a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Minas Gerais (Emater-MG), como responsável pelo Programa.

Essa certificação identifica nas propriedades produtoras de café a necessidade de manutenção e melhoria efetiva da qualidade, de modo a valorizar os cafés mineiros, visando novos mercados, geração de empregos, aprimoramento no atendimento, manejo adequado do solo, entre outras exigências.

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A certificação 4C consiste não só na aplicação dos altos padrões do café, mas também sobre as condições econômicas, sociais e ambientais condizentes na produção e processamento desses grãos, estabelecendo assim cadeias de fornecimento sustentáveis mais seguras e confiáveis.

O café é considerado compatível com 4C quando produzido de acordo com o Código de Conduta desse sistema de certificação para café sustentável, que estabelece um conjunto de práticas e princípios básicos de sustentabilidade para o cultivo dos grãos verdes.

A conformidade pode ser demonstrada pelo Sistema de Certificação e dos Certificados 4C, que são posteriormente emitidas. Os cafés 4C são produzidos em 28 países por mais de 500.000 agricultores.

www.4C-services.org

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