Grãos de Café Verde: Entenda sobre seu Processo de Secagem

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O processo de secagem dos grãos de café verde é tão importante quanto a colheita, isso porque os frutos de café arábica apresentam diferentes estados de maturação entre si, variando assim a umidade do grão.

Diante disso, surge a necessidade de fazer uma secagem da forma correta, buscando reduzir práticas inadequadas que possam prejudicar e interferir na qualidade do produto dos grãos de café verde.

Apesar do processo mais comum da secagem do café arábica ser realizado em terreiros e secadores, existem também secadores verticais, horizontais, de fogo direto ou indireto e outras tecnologias que vem se tornado mais comuns com a busca por produção de cafés de melhor qualidade. Veja a seguir a diferença de cada um deles.

Secagem do café no terreiro

O terreiro é o espaço utilizado onde os frutos permanecem expostos à luz solar e ao vento entre 15 a 30 dias, dependendo da região no Brasil. Durante esse período, o café deve ser “rodado” no mínimo dez vezes ao dia, para a secagem seja a mais uniforme possível.

Existem algumas recomendações de boas práticas que ajudam a manter a qualidade dos grãos de café verde, tais como: nos primeiros cinco dias, os frutos devem ser espalhados em camadas finas, pois estão bem úmidos e não fazer os terreiros em lugares úmidos, como baixadas próximas, principalmente próximas de cursos de água.

Normalmente, os terreiros mais comuns são de terra ou cimento, sendo o último o mais indicado. Além disso, há o terreiro suspenso, em que coloca-se o café sobre telas para que os frutos não estejam em contato direto com o chão e que permite a passagem do sol e vento, que reduz significativamente o tempo de secagem do café.

Os secadores são uma ótima opção para terminar a seca dos grãos de café verde depois da secagem em terreiro, já que tem como objetivo acelerar a etapa.

Beneficiamento

Após o café passar pela pós-colheita e atingir a umidade desejada (entre 11% e 12%), ele está qualificado e pronto para ser beneficiado. É durante a etapa do beneficiamento que será obtido o que conhecemos como grão cru do café, que serão separados por tipo, qualidade, tamanho e depois armazenados;

O que evitar no processo de secagem do café para manter a excelência

Independentemente do método utilizado na secagem do café, é válido observar os seguintes aspectos:  evitar fermentações indesejáveis antes e durante a secagem; evitar temperatura excessivamente elevada; secar os grãos, evitando-se os efeitos danosos de temperatura, no menor tempo possível até o teor de umidade ideal e por último, procurar obter um produto que apresente coloração, tamanho e densidade uniformes.

Vale ainda dizer que os frutos dos quais são obtidos os grãos de café não amadurecem todos ao mesmo tempo, e por isso deve-se evitar ao máximo misturar cafés imaturos com os que passaram do ponto. Para isso, é essencial que o produtor faça um planejamento que inclua exatamente o dia da colheita, o tipo de maquinário usado, quantas pessoas envolvidas, conferir se o terreno está limpo o suficiente para receber os grãos.

É preciso ainda observar clima e tempo, isso porque, o café é um fruto muito sensível e antes que estejam prontos para torra, precisam ter a umidade adequada, pois frutos muito secos, podem se quebrar, e muita umidade faz com que os grãos fermentem. Portanto, deve-se tomar cuidado com o período em que os grãos permanecerão no terreiro, bem como a temperatura dentro do secador.

De forma resumida, o processo de secagem do café arábica interfere diretamente na qualidade, em que dependendo da técnica adotada traz diversas vantagens, entre elas: permite melhor programação da colheita; possibilidade de armazenagem por períodos mais prolongados, sem o perigo da deterioração ou perda de qualidade do café; no caso de produção de café para sementes, faz com que o poder germinativo seja mantido por mais tempo; impede o desenvolvimento de microrganismos e insetos; e minimiza a perda do produto na lavoura ou em terreiros durante os períodos chuvosos.